Não sei viver pela metade. Sou assim, intensa, inquieta, intuitiva,
apaixonada...
Viver insatisfeita não é minha
praia, se não estiver bom, faço as malas e vou em busca da minha felicidade. Meu
coração está no comando. Às vezes, ele me levou para caminhos duvidosos, cheios
de escarpas. Em outras palavras, por causa do meu coração já me estrepei
legal... Mas, ao menos, eu tentei. Não fico olhando o tempo passar pela janela,
definitivamente, não consigo.
Me reinvento, busco alternativas
e acima de tudo... Busco ser feliz. Me permito sonhar, colocar minhas asas e
voar, sou pura emoção. Mas, não negligencio a razão. Quando ela me alerta que
devo colocar os pés novamente em solo firme, eu a obedeço. Às vezes,
contrariada, mas logo, entendo porque.
Não conheço um porto seguro
imóvel. Me quebro por completo, me reconstruo, vou até o chão e me ergo
revitalizada, revigorada, pronta para um novo desafio.
Mas, que seja sempre por
completo, meias verdades, amor pela metade, satisfação profissional incompleta,
nada disso me permito. Vou em busca do completo, do repleto. Restos, sobras,
raspas, foram excluídos do dicionário de minha vida.
Não deu certo? Não me permito
lamentar. Posso chorar, espernear, me frustrar, mas apenas pelo tempo
necessário. Apago, recomeço, viro a página, coloco um alfinete nela para que
não desvire e, em seguida, ateio fogo. Sei que vou errar, mas que sejam novos
erros... (Nizamar Oliveira)

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