domingo, 30 de dezembro de 2012

Revisitando 2012

Costumo dividir minha vida em semestres. Por força das circunstâncias, uma vez que minha vida profissional se define desta forma.

Mas, ainda assim, vou revisitar o ano inteiro, embora já tenha analisado e muito, o 1º semestre. Foi um ano recheado de novidades, emoções.



Tive a impressão que o ano passou muito rápido, mas quando mergulho nas recordações, percebo que foi na medida exata. Período difícil que me vi obrigada a conviver com todos os sentimentos que um luto nos remete. Mas, ao mesmo tempo, pude descobrir a mais fiel tradução da palavra "Amizade". E ela se traduziu das mais variadas formas.


Desbravar cavernas, vencer medos tolos, caminhar no rio, tomar banho de cachoeira e lavar a alma, fazer rafting, nadar nas praias paradisíacas de Paraty, conhecer novos lugares e revisitar antigos. Trabalhei duro, conquistei mais um título acadêmico, tive artigos publicados, apresentação de artigo no Encontro Científico. 


Assumi uma coordenação, encerro o ano com a grata surpresa de um convite (prontamente aceito) de assumir mais uma coordenação.









Descobri que os verdadeiros amigos se dispõem a deixar sua vida atribulada para secar suas lágrimas, mas que também, colocam tudo de lado para dividir sua felicidade ou se preciso for, trazer-lhe a tal da felicidade. Conheci em meus alunos, a solidariedade, o carinho e o respeito.

Foram mais que alunos, me deram calor humano quando mais precisei. Alguns, talvez jamais deem conta disso, mas o fizeram. Voltei a trabalhar meu lado espiritual e estou encontrando respostas e conforto.






Decidi que, por mais que as pessoas não entendam, eu preciso de momentos de pura solidão, conversar comigo, caminhar sozinha, buscar novos olhares em antigos lugares. Gosto de me revisitar, me reavaliar e nada melhor que estar sozinha, sem nenhuma intervenção, de preferência, observando o mar.






Adoro estar sozinha, preciso frequentemente disso, entretanto, gosto de estar entre pessoas queridas, passear, cinema, teatro, viagens, almoços, sorvetes e até mesmo um "dolce far niente".


Voltei a andar de bicicleta, uma paixão de minha infância e percebi que, tudo que aprendemos fica arraigado em nós. Foram tantos anos sem pedalar e, de repente, me vi explorando lugares em cima de minha bicicleta.


Magoei quem não merecia, fui magoada por pessoas que eu já sabia que poderia fazer isso comigo, mas insisti em dar-lhes novas chances. Aprendi que não tenho o direito de magoar ninguém e também que, não é porque alguém me magoou que todos pretendem fazer isso comigo.
Revi velhas amizades, fortaleci laços, ganhei novos amigos, chorei até lavar a alma e ri até doer a barriga. Me vejo como uma pessoa melhor que fui em 2011 e vou fazer tudo que estiver ao meu alcance para ser melhor ainda em 2013.






Finalmente, só posso agradecer a Deus pelas pessoas e oportunidades que colocou em meu caminho. E que venha 2013 com muita paz, saúde, amor, realizações, conquistas e AMIGOS! (Nizamar Oliveira)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Conhecendo São Luiz do Paraitinga

No dia 01 de março de 2010 estreei meu blog de endereço: http://nizamaroliveira.blogspot.com.br/ com uma matéria sobre as chuvas que destruíram a cidade de São Luiz do Paraitinga (http://nizamaroliveira.blogspot.com.br/2010/03/sao-luiz-do-paraitinga-nunca-mais-sera.html) Na ocasião, prometi que acompanharia a reconstrução e a conheceria. Missão cumprida. Confesso, fiquei surpresa com a restauração já bem avançada. Cidade limpa, casas pintadas e bem conservadas com cores fortes. Cores que em outro cenário pareceria sem propósito, naquela pequena cidade, é a mais bela tradução de simpatia e alegria. Festa do Divino, com suas bandeiras vermelhas, afogado no mercado. Mais uma grata satisfação: conhecer o diretor de Turismo, Eduardo de Oliveira Coelho, o Dudu e o poeta Ditão Virgílio no CERESTA - Centro da Reconstrução Sustentável de São Luiz do Paraitinga.
Dudu nos mostrou todo o processo de reconstrução da cidade e a participação dos moradores. E o Ditão contou como ocorreu a enchente que devastou a cidade naquele trágico e inesquecível fim de ano.http://www.youtube.com/watch?v=4_pECTJYW1Y
Foi uma experiência fantástica, mas desta vez, vou deixar o vídeo e as fotos narrarem essa doce aventura... (Nizamar Oliveira)


sábado, 1 de dezembro de 2012

Dezembro, mês de renovações

Cecília Meireles a quem Deus deu o dom de externar nossos sentimentos, escreveu: "Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira." Ontem, ao entrar em minha sala de trabalho, deparei-me com esta cena: Folhas espalhadas por todo o pátio. Na quarta-feira, presenciei a mesma cena. Apenas com uma diferença; estava no pátio, e as folhas esvoaçavam com a grande ventania, prenúncio de uma tempestade.
Não resisti e, antes que tudo fosse cuidadosamente limpo, registrei esse momento e ainda, aquela que perdeu suas folhas. Então, comparo-me com esta árvore. Em poucos dias, ela perdeu muitas folhas, cobriu o chão com sua beleza. As folhas que caíram... Ah, estas não retornam à árvore. Contudo, doar esse espetáculo aos nossos olhos, proporciona a esta planta, a oportunidade de gerar folhas novas e viçosas.
Meus olhos ficaram maravilhados, meu coração aquecido e foi assim que, me lembrei de um detalhe; eu raramente admiro aquela árvore que me acompanha há tantos anos. Foi preciso que ela doasse essa beleza, para que eu reparasse nela e a admirasse. E lá estava ela, linda, frondosa, aparentemente indiferente a perda que lhe ocorrera. Ela sabe que dias novos virão e lhe darão novas folhas, e de novo cairão, e assim segue sua natureza. Inicia-se um novo mês. Último do ano, com muitas celebrações, tempo de confraternização. Rever amigos, desejar um Novo Ano iluminado, melhor, pleno de conquistas. E, neste 1º de dezembro, faço uma comparação a este acontecimento. Quero me lembrar que todas as "folhas" de minha vida que foram levadas pelo vento, fez-se necessário para dar lugares a novas "folhas" com mais viço e beleza. Associar à frase de Cecília, e deixar-me cortar e voltar sempre inteira. Um breve balanço destes onze meses, apontam que tive mais ganhos que perdas. E, como a árvore que em sua humildade nos fornece sombra e abrigo, eu saiba prosseguir na missão que Deus me reservou.
Reclamar, jamais. Agradecer, sempre! E que venha dezembro recheado de maravilhas, amor, confraternizações. Não quero que dezembro me surpreenda, eu quero surpreendê-lo.(Nizamar Oliveira)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Um ano sem você.

A MORTE NÃO É NADA (Santo Agostinho)
Eu somente passei para o outro lado do Caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi.

domingo, 18 de novembro de 2012

As impressões de uma Mestre em Hospitalidade e Ciclista totalmente fora de forma.

Hoje, caminhando pela CicloFaixa, lancei, sem perceber, meu olhar de hospitalidade e colhi várias impressões. Em sua maioria, as pessoas estão naquele lugar para cuidar da saúde, sem neuras. Uma excelente oportunidade, com muita segurança e organização. Pedestres descumprem as regras do trânsito, colocando suas vidas em risco. Aqui, falo de uma Avenida que não para; a Paulista. Os ciclistas seguem as regras determinadas pelos bandeirinhas que orientam todo o percurso que fiz (Paulista de cabo a rabo). Famílias inteiras usam a CicloFaixa, com crianças em cadeirinhas, com suas bicicletas de quatro rodinhas e até mesmo com cachorrinho na cestinha. Amigos se reúnem, mas há um grande número de pessoas que estão sozinhas em seu exercício. Ciclistas respeitam a sinalização. (Cidadania) Bandeirinhas sequer olham para os ciclistas, trabalham corretamente, mas não são simpáticos. Uma bandeirinha esboçou um sorriso tímido (Hospitalidade encenada) Retribuí com um sorriso e ganhei um sorriso largo (Hospitalidade genuína) Alguns ciclistas, felizmente um pequeno número, agem como se estivessem em uma competição e saem cruzando alucinadamente os demais. (Inospitalidade) Circulo pela Paulista desde minha adolescência, já trabalhei nessa avenida duas vezes e tive a felicidade de ser moradora dela por dois anos e meio. É uma avenida que se transforma de acordo com o horário e dia. Durante a semana, no horário comercial, ela ferve em um movimento frenético de carros e pessoas. Na madrugada, é contemplativa em seu quase silêncio e, é nesse período que os serviços acontecem, como coleta de lixo, por exemplo. Nos fins de semana e feriados, o cenário é completamente diferente com os mais variados figurinos, grupos de turistas, famílias, feiras e exposições e artistas.
Hoje ela estava especialmente bela, pois os enfeites de Natal já estão se iniciando, dando um tom de magia nos prédios. E também divertida, com o Cover de Elvis Presley dançando em frente ao Center 3. Havia ainda, um grupo de bolivianos tocando na calçada próximo à Rua Pamplona, com seus instrumentos que extraem um som melodioso e tranquilo. A avenida já está recebendo a estrutura para o Réveillon, mais um acontecimento que alegra o local. Saldo deste circuito: cuidei de minha saúde, me deliciei na mais paulista das avenidas e estou superando limites pois pedalei 8 Km. Terça-feira tem mais, porém, acho que vou munida de minha câmera, para registrar todos esses momentos. Virei fã da CicloFaixa que, aos poucos, vou desbravando novos caminhos e superando limites.
(Nizamar Oliveira)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia das crianças?

Cresci ouvindo a máxima que a infância deve ser bem vivida pois depois que assumimos responsabilidades, trilhamos um caminho sem volta. Ou seja, a infância é uma só, não há volta e não adianta querer lutar contra essa realidade. Interessante essa imposição da sociedade. Sempre fui responsável por meus atos, desde pequenina, meus pais me deixaram evidenciada a lei de ação e reação. Então, eu não tive o direito de ser criança? Claro que tive... Mas, eu sabia que se caísse da bicicleta, a dor seria somente minha, de mais ninguém. Minha mãe cuidaria de meus ferimentos, meu pai me levaria ao hospital para as não poucas fraturas que tive. Entretanto, quem sofria as consequências de um gesso, que parecia eterno em meu corpo, era tão somente eu.
Tive uma infância normal de quem nasceu na década de 60. Andar de bicicleta, carrinho de rolimã, jogar queimada na rua, brincar de amarelinha, casinha, passa anel, beijo abraço ou aperto de mão, barra manteiga, pular corda, lenço atrás, dentre tantas outras brincadeiras. E então, nesse dia das crianças, em que crianças não querem mais ganhar brinquedos, e sim aparelhos eletrônicos para ficarem cada vez mais conectados com o mundo virtual e desconectados da vida real, me ponho a refletir. Deixei de ser criança, só porque tenho muitas atribuições e responsabilidades? Não tenho mais o direito de comemorar a vida, porque sou adulta?
Ser criança é rir até doer a barriga, se acabar no brigadeiro, andar de bicicleta, comer algodão doce, dividir sua felicidade com amigos, se encantar com o novo, amar sem medo de sofrer, se admirar com a natureza, lambuzar os dedos com a cobertura do bolo predileto. Rir e chorar. Brincar e ser sério. Ter coragem e recuar. Se encantar e se entediar. Me deparo com esses sentimentos todos os dias, então porque não comemorar esta data? Às vezes, a correria do dia a dia é tão grande que minha criança interna fica adormecida. Após esse período, que não posso subestimar, visto minha alma com cores alegres, coloco um sorriso maroto em meu rosto, me dispo da rigidez completamente, desperto minha criança e a levo para lugares inusitados, realizo suas fantasias. Me sinto renovada, pronta para momentos de grande responsabilidade.
Hoje, estar com meus sobrinhos, brincar, tirar fotos, rir muito, deixou minha criança interna maravilhada, absurdamente feliz e por isso, afirmarei, minha alma é uma eterna criança que brinca de balanço, se encanta com o mundo e com a vida. Ela tem os olhos de criança, olhos de descoberta, de fascinação. Por isso, não importa a minha idade, e sim, a vontade de despertar a criança a cada amanhecer.
Feliz dia das crianças, para todas as crianças que têm até 110 anos. (Nizamar Oliveira)

domingo, 7 de outubro de 2012

Mudanças

O bichinho da renovação vem me provocando há dias. Semana intensa, como sempre, que me proporcionou a felicidade de encontrar uma amiga de adolescência que o tempo nos afastou. Ah, o tempo, nos distancia, mas encontra uma forma de trazer de volta as amizades. De repente, eis que a encontro em nosso local de trabalho. Seguimos rumos tão diferentes, mas o mundo acadêmico nos aproximou. Não pudemos disfarçar a alegria de nos encontrarmos. Parecíamos duas adolescentes conversando alegremente. Chegou o sábado e acordei com uma vontade imensurável de mudar. Mudar de casa, mudar o caminho, qualquer mudança. Como todas as manhãs, agradeci a Deus pelo dom da vida, pelos amigos, por tudo que tenho. Mas, a vontade de mudar permanecia. Causou-me inquietação e até mesmo um certo incômodo. Um desejo de virar páginas, fazer um novo recomeço. Minha fênix interna estava se manifestando. Hora de renascer...
De repente, era como se um novo ano estivesse apontando... Ânsia em sair à rua, sentir o sol no rosto, o calor aquecendo minha vida. E foi o que fiz, saí ao sol, para abraçar o presente que o Criador nos concede todas as manhãs: a oportunidade de escrever uma nova história. Como a criança que ganha uma caixa de lápis de cor, com as mais variadas cores, eu pintei meu dia. E só escolhi matizes que despertavam em mim alegria e bem estar. Minha aquarela foi ganhando formas e cores magníficas. Estando aqui, com essa agitação interna, sem saber exatamente por onde ou como começar, sou surpreendida por um pedido de amizade em uma rede social, de uma pessoa que tenho verdadeira estima e adoração. Que me pede para comprar um bonsai, afastar sentimentos de angústia, ouvir uma música. Era tudo o que eu precisava para iniciar minha renovação. Imediatamente, saí e fui em busca de um bonsai.
Olhei um, toquei outro, peguei em minhas mãos um outro. Entretanto foi este que minha intuição dizia ser o portal para esta mudança. Obrigada, meu amigo lindo e especial. Você foi o instrumento da mensagem que eu precisava, a chave para a renovação. Adoro você!(Nizamar Oliveira)

domingo, 16 de setembro de 2012

Seria um sonho, ou seria encontro das almas?

Tenho certeza que estive com você. Caminhamos juntos, em silêncio. Não trocávamos palavras. Nossos gestos diziam tudo, era um misto de saudade, forte emoção em estarmos juntos novamente. Lembro-me que abracei você com todo o carinho de uma mãe. E acariciei seu rosto. Você retribuía meus carinhos, me abraçando e afagando meu rosto. Cada dia me convenço mais que a missão de uma mãe é infinita. Você não está mais aqui comigo, não neste plano. Mas, continuo em minha tarefa de protegê-lo, transmitir amor, fé, confiança e todos os bons sentimentos. Meu único e amado filho, sinto saudade de você. Difícil aceitar a forma como você se foi. Só você e mais ninguém sabe explicar o que o levou a tal decisão. Inúmeras vezes, me pego lembrando de você pequeno, sempre enchendo a casa de alegria, fazendo mil perguntas. Questionador, curioso, dotado de uma inteligência fantástica. Quando, em minha estrada, surge uma criança assim, volto aquele tempo delicioso em que, para você, essa sua capacidade intelectual não o machucava, não o incomodava.
Estar com você esta noite me deu a absoluta certeza que, ao lado do Pai, você encontrou a tão desejada paz. Seu rosto estava tão sereno como há muito eu não o via. Quando foi mesmo que eu perdi você? Muito antes daquele dia em que você partiu para sempre deste plano. Optamos por caminhos diferentes, porém, eu sabia que deveria respeitar suas escolhas, ainda que não concordasse. Você já era um adulto, a mim, coube a missão de trazê-lo a este plano, eu não poderia tomar as decisões por você. Sempre respeitei o livre arbítrio. Você me escolheu e eu aceitei desde o primeiro segundo em que imaginei estar grávida, com toda a alegria de uma jovem mãe. Meu amor por você é infinito. Perder você e seguir meu caminho sozinha dói profundamente. No entanto, olho para o céu, essa imensidão azul que nos acompanha, e tenho certeza que você está lá, olhando por mim, me protegendo, me enviando as melhores vibrações. Sinto você ao meu lado quando estou fazendo minhas orações, e sei que está aprendendo muito, fazendo uso de sua indiscutível inteligência para sua evolução espiritual.
Despertei feliz, com a certeza que você encontrou na Casa do Pai a paz, a serenidade e a felicidade que a Terra não mais lhe proporcionava. Adorei nosso encontro, que este seja o primeiro de muitos, que servirão para nos acalentar, aquecer-nos. Até o momento de nosso encontro na morada de Deus. Fique em paz, cresça espiritualmente, estude muito. Estou fazendo o mesmo aqui, buscando minha evolução espiritual, tentando ser a cada dia melhor aos olhos do Criador. Beijo esse rosto que agora se encontra na mais absoluta paz e serenidade. Amo você, meu filho, por toda a eternidade.(Nizamar Oliveira)

domingo, 12 de agosto de 2012

Hoje é dia de festa no Céu

Meu papai querido, que está ao lado do Pai há 30 anos. Hoje a festa no Céu deve estar maravilhosa, com tantos papais que foram excelentes em seus papeis aqui na Terra. Dizer que sinto saudade de você, meu papai, é pouco. Por quantas vezes nos meus momentos mais difíceis, clamei por seu colo, e sei que ainda clamarei. Você foi a pessoa que sempre me incentivou a buscar meus sonhos, sempre acreditou em mim. Infinitas vezes, me peguei enfrentando um desafio por saber que você estava lá, me amparando. Como nas vezes que você pedia para que eu me atirasse do trampolim porque estaria lá me esperando na água, para me salvar se fosse preciso. E quando me perguntavam porque eu confiava apenas em você eu respondia com um sorriso: porque ele é meu pai!
Meu paizinho, exemplo de filho, irmão, pai, esposo e homem de caráter, humilde, pleno de ética e moral. Não podia ver alguém necessitado que corria para ajudar. Um homem que tinha em sua essência, o real significado de família. Você nasceu para formar uma família, para amar e ser amado, respeitar e ser respeitado. Neste dia, quero lhe enviar meu mais doce sorriso, meu abraço mais terno e agradecer por tudo que fez por mim. Em minha adolescência, eu não compreendia seus atos, acreditava ser um ciúme absurdo. Mas, na verdade, era extremo zelo. Se hoje, sou quem sou, devo a você. Seus conselhos, eu os sigo até hoje. Obrigada por me ensinar a respeitar o próximo, alcançar meus objetivos sem passar por cima de ninguém. Me ensinou a respeitar a Deus, a família, os amigos, a natureza.
Sei que nesta festa do Céu, que está participando ao lado de pessoas muito queridas, está seu neto primogênito. Ensinei a ele, os valores que recebi através de seus atos e palavras. Aqui, no plano terrestre, você não pode pegá-lo no colo, abraçá-lo. Hoje, você o tem pertinho. Cuide dele, meu pai, fiquem sempre juntos. Vocês são e sempre serão os homens que mais amei e amo em minha vida. Eu amo você meu paizinho, só até a eternidade. Um dia, estaremos todos juntos, formando uma linda família. Teremos marcas profundas de tudo que passamos, mas as mostraremos com alegria, pois são elas, as responsáveis por nosso crescimento espiritual e que nos levam ao Pai. Feliz dia dos Pais, todos os dias. De sua filha que amará, respeitará e admirará esse pai maravilhoso, por todo o sempre. (Nizamar Oliveira)

domingo, 13 de maio de 2012

Dia das mães, dia dos filhos...

Naquele momento que concebi você, um momento de intenso amor e desejo de receber uma vida em meu ventre. Naquele exato momento... Eu não imaginava o quanto eu seria feliz. Naquele exato momento... Eu não sabia que minha vida mudaria completamente. Naquele exato momento, eu não sabia que nenhum dia de minha vida deixaria de pensar em você.
Naquele momento, eu não imaginava que seriam muitas as minhas noites em claro. Enquanto você era um bebê, algumas noites, a cólica tomaria seu pequeno corpo e o deixaria com muita dor, então, eu passaria essas noites com você em meu colo, fazendo massagens em sua barriguinha, naquele corpinho tão pequeno, tão indefeso e que era obrigado a conhecer as dores do mundo. Ao crescer e quando eu já não podia ter o controle de seus passos, as noites mal dormidas retornaram. Enquanto você não chegasse em casa e estivesse no calor de sua cama, eu não dormiria tranquila. As ligações no meio da madrugada, coração disparado e, nem sempre era uma boa notícia. Naquele exato momento que você foi concebido, fruto do amor de um casal repleto de sonhos, eu não podia imaginar que meu coração seria tatuado para sempre com a palavra “MÃE”. Às vezes, ouço nitidamente você me chamar e então, rogo a Deus que você esteja muito bem. Naquele dia, ou seria uma noite? Quando você começou a se formar em meu ventre, eu já o amava com toda a intensidade e incondicionalidade que só às mães é cabido.
A sociedade criou o ex. Ex-marido, ex-mulher, ex-namorado, ex-amigo, mas mãe, esta nunca será ex-mãe, mesmo que seu filho não mais esteja ao seu lado. E você, meu único filho, a quem dediquei meus melhores momentos, e para cobrir-lhe destes privilégios, quis que fosse o único, está marcado profunda e definitivamente em meu coração. Estarei ao lado de minha mãe, pois é o dia dela. Agradeço a Deus todos os dias por ter minha mãe ao meu lado. Mas, não mais serei a “homenageada do dia” ao lado do meu filho. Sei que você é uma estrela que brilha no Céu e que, finalmente encontrou a paz e a felicidade que tanto buscou aqui na Terra. Desejo que aí, onde você está que, tenho certeza, é um lugar bonito e pleno de luz, você tenha encontrado uma mãezinha para aquecer seu coração e que você possa aquecer o coração desta mãe. Que esta mãe que se foi e deixou sua criação aqui e deve sentir muita falta, possa receber seu carinho. E que você meu filho amado, que aqui deixou sua mãe, receba desta mãe, o mais caloroso abraço, pois o abraço une e aquece os corações. Olho as fotos, você pequenino, nas festas da escola, tão lindo, sempre com uma surpresa para mim, o café da manhã que me deu há dois anos, todo preparado por você, e diante de tudo isso, só posso afirmar: Deus, obrigada por ter me dado à graça de ser mãe.
Nizamar, eterna mãe do Tiago. (Nizamar Oliveira)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aniversário de minha mãe

Minha mãe completa 81 anos. Vou contar um pouco dessa mulher que me orgulho de chamá-la de “minha mãe”.
Uma guerreira desde sua concepção. Quando minha avó estava em trabalho de parto, ao constatar que o bebê estava fora de posição, a parteira confidenciou ao meu avô: - “Não posso salvar mãe e bebê, se salvar um, sacrifico o outro”. Meu avô, enfático respondeu: - “Salve a mãe que tem outros filhos para criar”. Minha avó se salvou, quanto à minha mãe, bem, desta nem preciso dizer, salvou-se, já demonstrando a vontade de viver que tinha.
Minha avó criou os filhos do primeiro casamento de meu avô, que ficou viúvo muito jovem, com o mesmo zelo e carinho que criou os seus. No entanto, eles eram primos-irmãos, o que causou sérios problemas. Dos 14 filhos concebidos, apenas 3 sobreviveram. Mais uma prova de sua vontade de viver. Meu avô escolheu um nome forte que disse ser de uma personagem de ópera: Eleonora.



Esta filha de imigrantes italianos conheceu meu pai, seu grande amor, que a deixou muito cedo, porém com um legado maravilhoso: três filhos, sendo eu, a única filha e caçula.
E aqui está nossa guerreira, forte, lúcida, independente, até hoje. Colhe em seu jardim a 81ª flor.
Amo você minha mãe e tenho orgulho de ser sua filha.
Feliz aniversário e que Deus continue lhe abençoando com muita saúde, amor e paz. Beijos (no dia mundial do beijo). (Nizamar Oliveira)