quinta-feira, 30 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Poema íntimo
Saciados,
ela se aninhou em seus braços.
Olhando
para ele, dedicou-lhe um sorriso.
Disse-lhe
que seus olhos brilhavam e que ele não podia imaginar como seu rosto mudara
instantes antes.
Ele
a olhou e acariciando seus rosto e tocando seus lábios proferiu palavras que
para ela, soou como um poema.
Você
é linda!
O
que dizem os seus lábios quando se abrem em um sorriso?
Para
mim, insinuam sonhos e desejos.
E
ainda, as maçãs de seu rosto coram deliciosamente quando para mim se entrega.
E
subindo seus dedos, em toques suaves e delicados, chegou aos olhos e disse,
finalmente:
Agora,
esse par de jabuticabas, ah, quando se arregalam, só posso esperar o seu melhor
para mim...
Nizamar
21/06/2016
quarta-feira, 8 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Eternamente jovem
Olho
para as fotos e penso:
Seus
cabelos negros, tão negros, não ficarão grisalhos.
Seus
olhos não perderão o brilho da juventude.
Nem
precisarão do auxílio de lentes para admirar o mundo.
Sua
pele não perderá o viço.
Seu
corpo se manterá jovem e perfeito.
Seus
braços permanecerão fortes.
Suas
mãos suaves e sem manchas.
Suas
pernas vigorosas.
Seus
passos firmes.
Suas
costas eretas.
Seus
dentes perfeitos.
Não
consigo imaginar você envelhecendo.
O
tempo congelou aos 27 anos.
Ainda
assim, com um rosto de 21 anos, no máximo.
Nem
quero imaginar com 32, 40, 45...
Quero
seus negros cabelos, sua pele lisa e viçosa e seu sorriso perfeito.
Nizamar
04/06/2016
sábado, 4 de junho de 2016
O Tal Casal
Andavam
desnudos pela casa.
Porque
assim sentiam-se, um pelo outro.
Transparentes,
sem segredos ou mistérios.
E
se amavam quando assim desejavam.
Em
uma entrega total, com um misto de desejo e amor.
E,
muita intensidade.
Nunca
havia pressa, naquele espaço que criaram para si.
Um
mundo de encantos e encontros.
Desde
a primeira conversa.
O
primeiro beijo.
A
primeira noite de amor.
Não
havia mais ele ou ela.
Quando
ela saía à rua, ele estava nela.
E
ele, a levava nas entranhas.
Não
se distinguia mais, a quem pertencia aquele sorriso.
Ou
quem emanava aquela fragrância.
Ela
andava na rua, como se envolvida nos braços dele.
Ele
conduzia os passos, como se o perfume dela pairasse no ar.
Despertavam
olhares curiosos, quando estavam juntos.
Era
tanta felicidade, que incomodavam os mais descrentes no amor.
O
que unia os dois, tão diferentes?
E
eles riam como duas crianças.
Porque
se sabiam muito iguais.
Passavam
indiferentes, como que flutuassem.
Porque
para eles, o mundo era apenas os dois, nada mais.
Um
amor maduro, que chegou tarde, mas para a eternidade.
E
sabiam que o tempo era desfavorável, por isso, precioso.
Devendo
ser muito bem desfrutado.
Um
segredo tão simples e muita felicidade e cumplicidade.
Nizamar
04/06/2016
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