quarta-feira, 22 de junho de 2016

Poema íntimo

Saciados, ela se aninhou em seus braços.
Olhando para ele, dedicou-lhe um sorriso.
Disse-lhe que seus olhos brilhavam e que ele não podia imaginar como seu rosto mudara instantes antes.
Ele a olhou e acariciando seus rosto e tocando seus lábios proferiu palavras que para ela, soou como um poema.
Você é linda!

O que dizem os seus lábios quando se abrem em um sorriso?
Para mim, insinuam sonhos e desejos.
E ainda, as maçãs de seu rosto coram deliciosamente quando para mim se entrega.
E subindo seus dedos, em toques suaves e delicados, chegou aos olhos e disse, finalmente:
Agora, esse par de jabuticabas, ah, quando se arregalam, só posso esperar o seu melhor para mim...


Nizamar 21/06/2016 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Eternamente jovem

Olho para as fotos e penso:
Seus cabelos negros, tão negros, não ficarão grisalhos.
Seus olhos não perderão o brilho da juventude.
Nem precisarão do auxílio de lentes para admirar o mundo.
Sua pele não perderá o viço.
Seu corpo se manterá jovem e perfeito.
Seus braços permanecerão fortes.
Suas mãos suaves e sem manchas.
Suas pernas vigorosas.
Seus passos firmes.
Suas costas eretas.
Seus dentes perfeitos.
Não consigo imaginar você envelhecendo.
O tempo congelou aos 27 anos.
Ainda assim, com um rosto de 21 anos, no máximo.
Nem quero imaginar com 32, 40, 45...
Quero seus negros cabelos, sua pele lisa e viçosa e seu sorriso perfeito.

Nizamar 04/06/2016





sábado, 4 de junho de 2016

O Tal Casal

Andavam desnudos pela casa.
Porque assim sentiam-se, um pelo outro.
Transparentes, sem segredos ou mistérios.
E se amavam quando assim desejavam.
Em uma entrega total, com um misto de desejo e amor.
E, muita intensidade.

Nunca havia pressa, naquele espaço que criaram para si.
Um mundo de encantos e encontros.
Desde a primeira conversa.
O primeiro beijo.
A primeira noite de amor.
Não havia mais ele ou ela.
Quando ela saía à rua, ele estava nela.
E ele, a levava nas entranhas.
Não se distinguia mais, a quem pertencia aquele sorriso.
Ou quem emanava aquela fragrância.  
Ela andava na rua, como se envolvida nos braços dele.
Ele conduzia os passos, como se o perfume dela pairasse no ar.
Despertavam olhares curiosos, quando estavam juntos.
Era tanta felicidade, que incomodavam os mais descrentes no amor.
O que unia os dois, tão diferentes?
E eles riam como duas crianças.
Porque se sabiam muito iguais.
Passavam indiferentes, como que flutuassem.
Porque para eles, o mundo era apenas os dois, nada mais.
Um amor maduro, que chegou tarde, mas para a eternidade.
E sabiam que o tempo era desfavorável, por isso, precioso.
Devendo ser muito bem desfrutado.
Um segredo tão simples e muita felicidade e cumplicidade.

Nizamar 04/06/2016