terça-feira, 27 de novembro de 2012
Um ano sem você.
A MORTE NÃO É NADA (Santo Agostinho)
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me deem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste,
continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe,
apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou,
siga em frente,
a vida continua,
linda e bela
como sempre foi.
domingo, 18 de novembro de 2012
As impressões de uma Mestre em Hospitalidade e Ciclista totalmente fora de forma.
Hoje, caminhando pela CicloFaixa, lancei, sem perceber, meu olhar de hospitalidade e colhi várias impressões.
Em sua maioria, as pessoas estão naquele lugar para cuidar da saúde, sem neuras. Uma excelente oportunidade, com muita segurança e organização.
Pedestres descumprem as regras do trânsito, colocando suas vidas em risco. Aqui, falo de uma Avenida que não para; a Paulista.
Os ciclistas seguem as regras determinadas pelos bandeirinhas que orientam todo o percurso que fiz (Paulista de cabo a rabo).
Famílias inteiras usam a CicloFaixa, com crianças em cadeirinhas, com suas bicicletas de quatro rodinhas e até mesmo com cachorrinho na cestinha.
Amigos se reúnem, mas há um grande número de pessoas que estão sozinhas em seu exercício.
Ciclistas respeitam a sinalização. (Cidadania)
Bandeirinhas sequer olham para os ciclistas, trabalham corretamente, mas não são simpáticos.
Uma bandeirinha esboçou um sorriso tímido (Hospitalidade encenada)
Retribuí com um sorriso e ganhei um sorriso largo (Hospitalidade genuína)
Alguns ciclistas, felizmente um pequeno número, agem como se estivessem em uma competição e saem cruzando alucinadamente os demais. (Inospitalidade)
Circulo pela Paulista desde minha adolescência, já trabalhei nessa avenida duas vezes e tive a felicidade de ser moradora dela por dois anos e meio.
É uma avenida que se transforma de acordo com o horário e dia. Durante a semana, no horário comercial, ela ferve em um movimento frenético de carros e pessoas.
Na madrugada, é contemplativa em seu quase silêncio e, é nesse período que os serviços acontecem, como coleta de lixo, por exemplo.
Nos fins de semana e feriados, o cenário é completamente diferente com os mais variados figurinos, grupos de turistas, famílias, feiras e exposições e artistas.
Hoje ela estava especialmente bela, pois os enfeites de Natal já estão se iniciando, dando um tom de magia nos prédios.
E também divertida, com o Cover de Elvis Presley dançando em frente ao Center 3. Havia ainda, um grupo de bolivianos tocando na calçada próximo à Rua Pamplona, com seus instrumentos que extraem um som melodioso e tranquilo.
A avenida já está recebendo a estrutura para o Réveillon, mais um acontecimento que alegra o local.
Saldo deste circuito: cuidei de minha saúde, me deliciei na mais paulista das avenidas e estou superando limites pois pedalei 8 Km.
Terça-feira tem mais, porém, acho que vou munida de minha câmera, para registrar todos esses momentos.
Virei fã da CicloFaixa que, aos poucos, vou desbravando novos caminhos e superando limites.
(Nizamar Oliveira)
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