Saudade
absurda, bem maior da que sinto todos os dias.
Seria
a fragrância que exalava
E
se parecia tanto com seu perfume?
Ou
seria a música que tocava,
Que
me fez lembrar de você?
De
repente, me vi conversando com você,
Em
um filme que passou em minha memória.
Você
deitado em meu colo,
Enquanto
eu acariciava seus negros cabelos.
Ah,
como você se apequenava nesses doces momentos.
Voltava
a ser meu menino tímido.
E
até conseguia rir descontraído.
Me
vi caminhando ao seu lado.
Admirando
uma exposição qualquer.
Ou
assistindo um dos filmes que você tanto apreciava.
Akira
Kurosawa, François Truffaut, Charles Chaplin ou talvez Federico Fellini.
Tentei,
em vão, imaginá-lo com 34 anos.
Minha
mente se recusava e só conseguia vê-lo jovem, muito jovem.
E
por desencanto, o encanto se quebrou.
Voltei
à realidade, e me peguei sorrindo, lembrando de você.
Meu
filho amado.
Beijos
do meu, para o seu plano.
Nizamar
24/08/2018


