domingo, 22 de junho de 2014

Impressões de um filme

Livros e filmes são mágicos. Nos identificamos com um personagem, torcemos por outro, ainda que ele seja o vilão, desejamos que outro seja devidamente punido, rimos com algumas cenas.
Ao menos, eu sou assim, entro na estória, choro, rio, me emociono. Ontem, assistindo um dos filmes mais comentados, "A Culpa é das Estrelas", a emoção estava aflorada. Algumas pessoas choravam copiosamente a ponto de ouvir os soluços que teimavam em não parar. Confesso, naquele momento, eu não estava chorando, não que eu estivesse isenta de tal emoção, mas não foi o que mais tocou.
Cada pessoa se identifica com um momento, uma circunstância. É óbvio que presenciar vidas sendo ceifadas em plena adolescência não é algo agradável, é dolorido. Cada um dos adolescentes enxergam a doença de uma forma, mas todos sabem que seus dias estão por um fio e como a personagem Hazel se traduz, ela é uma granada, que vai explodir a qualquer momento.
Para mim, dois momentos foram marcantes e, claro, por minha vivência. Quando Hazel diz se preocupar com a mãe quando ela não mais estiver entre eles, porque a mãe um dia disse que se ela morresse, não mais seria mãe. O que a mãe responde, anos depois do ocorrido que ela sempre será a sua mãe, independente da filha estar entre eles ou não. O medo da reação da mãe ao perdê-la a deixa extremamente preocupada.  
O segundo momento faz-se quando o pai de Hazel a abraça dizendo que foi bom ela ter amado o Augustus pois, ao amá-lo, pode entender o quanto os pais a amam.
Claro, para alguns, esses momentos podem ter passado desapercebidos, mas para mim, foram os que mais me tocaram. Por tê-los vivido e por saber que nunca deixamos de ser mãe, todos os dias peço a proteção Divina para minha estrela que brilha no céu.

"Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados, não sabe o quanto eu sou grata pelo nosso pequeno infinito." (A Culpa é das Estrelas)