sábado, 30 de janeiro de 2016

Saudade...

Do beijo,
Do sorriso,
Do olhar
De aromas
De saberes
De sabores
De paisagens
De cores
De texturas
De palavras
De conversas
De amigos
De amores
De familiares
Do toque
Da brisa do mar
Do barulho das ondas
Da tranquilidade do rio
Do cheiro de mato
De música
De flor
Saudade...
Palavra que só existe em nosso idioma
Sentimento que abrange todos os povos
Saudade...

Do abraço de quem está longe
De quem não mora mais neste plano
Saudade...
Sentimento forte, presente
Mas, que não deve ser constante
É preciso viver o momento
O presente
Saudade boa é aquela que provoca sorrisos
Então, quero viver o presente intensa e verdadeiramente
Para quando a saudade chegar
Estar totalmente envolvida em boas recordações.

Nizamar
30/01/2016

"Dia da Saudade"

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ele não sabe...

Por um motivo qualquer, me lembrei dele. Em um vão esforço, tentei desenhar seu rosto em minha memória. Busquei no fundo de minhas lembranças: Era sisudo ou brincalhão? Tímido ou expansivo? Calmo ou agitado? Procurei lembrar-me de alguma frase de efeito sua. Inútil, não consegui...
E então, me coloquei a pensar. Pensar que ele não sabe mais da cor dos meus cabelos, que eu insisto em mudar constantemente.

Não sabe que reencontrei minha amiga de infância. Também não sabe que nunca mais vi aquela amiga que ele tanto implicava.
Tampouco sabe que, finalmente doei aquela saia que ele dizia que ficava estranha em mim.
Ele nem sabe que perdi algumas manias e adquiri outras. Não sabe o quanto tenho me esforçado para ser uma pessoa melhor.
Não sabe dos meus beijos, carícias e abraços que agora pertencem a um novo amor.
Ele sequer imagina que, quando procuro lembrar dele, vem à minha lembrança o meu novo amor. Um amor tão diferente do dele. Um amor calmo, sereno e ao mesmo tempo intenso. Um amor pleno, recíproco. Ah, agora minha lembrança se avivou. Faltou reciprocidade entre nós, caminhávamos em estradas opostas. É estranho, mas é libertador, não lembrar de um grande amor.


Nizamar 25/01/2016

sábado, 23 de janeiro de 2016

Seria a despedida?

Hoje eu senti um gosto de despedida.
Na urgência de nossos beijos, abraços e carícias.
Estaria você mais carinhoso hoje, ou estaria eu mais carente?
O tempo parou nos nossos abraços, no sexo, nas palavras.
Quando você disse que ia embora, senti um aperto estranho no peito, como nunca senti antes.
E agora, o que faço com esse vazio em meu peito?
Seus olhos da cor do mar a me admirar flutuam em minha lembrança.

Seus dedos a me acariciar tamborilam em minha mente.
Tenho medo dos meus pressentimentos.
Você, que lê muito além de meus olhos.
Que me desvenda através do meu sorriso.








Você, que chega de forma tão carinhosa, que me faz sentir a mais feliz das mulheres. A mais desejada...
Por quanto tempo nos acariciamos, nos beijamos, ficamos calados no abraço, antes e depois do amor?
Pairava no ar a despedida.
Nem minha, nem sua, apenas havia...














Nizamar 23/01/2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Meu Solo Sagrado




Não entre em meus quartos escuros, sem que eu convide. Ninguém tem o direito de invadir o espaço de ninguém.
São minhas lembranças, meus medos, meus amores, meus dissabores.
Tire os sapatos, o senso crítico e os preconceitos, se for adentrar meu universo particular.
Aliás veja essa permissão como uma honra, pois não permito isso à maioria.
Não dê opiniões sem que eu as peça. Apenas observe, escute.


Todos nós possuímos quartos, becos e esquinas obscuros e intocáveis.
Por vezes, não são obscuros, são lagos, montanhas e mares plenos de luz. Mas, somente nossos. Por isso, devem ser respeitados. Tanto a escuridão quanto a luz.
Agora que você conhece meu universo particular, peço-lhe um favor. Me deixe circular por esses dois mundos. Eles são meus, só meus.

Entenda quando me isolo e viajo para esses mundos. Não se sinta excluído ou menos amado. Assim como gosto da sua presença e de todos que amo, eu gosto dessa ausência, de estar só com minha presença, absorta em meu infinito particular.
Eu volto, não costumo demorar. Mas, preciso me alimentar de minha essência, para não me perder.
Se me compreender, voltarei te amando ainda mais, porque me respeitou.

Nizamar 13/01/2016

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Família

Com vocês eu aprendo cada vez mais o verdadeiro significado da palavra hospitalidade. 











Aprendo o que é amor verdadeiro sem restrição, sem preconceitos. 
Aqui encontro ombro amigo, abraços apertados, pureza das crianças, 
Vejo o quanto me pareço com vocês. 
O quanto me identifico com a forma de viver de vocês. 














Meu sangue. 
Minhas raízes. 
E ainda me presenteiam eternizando meu pai em minha vida. 
















Aqui aprendo lições de humildade,  solidariedade, altruísmo, simplicidade e ternura. 
Somos todos tão parecidos, barulhentos, brincalhões, falantes, contadores de "causos". 
















Dar adeus a 2015 e iniciar 2016 com muitos beijos e abraços ternos e sinceros era tudo o que eu mais desejava. 




















E consegui isso, e quero estar cada vez mais perto de vocês, porque vocês são minha eterna lição de vida. 

FAMÍLIA AMO VOCÊS!!!!




Nizamar 02/01/2016