quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Porque tenho pés e não raízes...

Não fui dotada de asas como as aves que possuem o céu como limite. 


















Tampouco, tenho a velocidade dos 
felinos que desbravam caminhos.



Mas, nasci com uma sede infinita de conhecer novos lugares, de conhecer culturas diferentes. Não sou de lugar nenhum, o mundo é o meu limite. Onde houver um céu, a lua, o sol e as estrelas para contemplar, lá desejarei estar.
Tenho fome do novo, a rotina me causa inquietação.


Escondi a âncora de meu barco, não quero ficar parada no porto.

Esse sentimento de liberdade cresce diariamente e tenho uma certeza: não vou cortar-lhe as asas...

Nizamar 27/08/2015

domingo, 23 de agosto de 2015

Bela é a alma

Não é um rosto perfeito que faz alguém bonito. 
Repare melhor, há pessoas que não possuem uma beleza padrão. 
Porém, quando esboçam um sorriso, ou proferem palavras, adquirem uma beleza rara
Bela é a alma e não o corpo.
Em contrapartida, quantas pessoas que atraem olhares pela beleza exterior, mas que olhando bem, podemos notar traços negativos no fundo de seus olhos ou no amargor de suas palavras?
Portanto, fundamental é cuidar do corpo, pois somos responsáveis por ele e devemos pensar em qualidade de vida.
Entretanto, cuidar da alma é mais importante. 
Estar de bem com a vida, com as pessoas, em harmonia com a natureza e, principalmente consigo mesmo, trará um brilho novo em seus olhos e uma beleza incomum. 
Experimente.


Nizamar Oliveira - 23/08/2015

A Pequena Lis

Um fio de luz adentrava o humilde cômodo. A pequena Lis, de sua cama, observava a claridade. Assim ela sentia que era a sua vida: Um fio!
Enquanto as crianças brincavam alegres e ruidosas, ela escutava tudo de seu pequeno quarto, impossibilitada de sair.

Mas, todo fio pode levar a um destino. E esse destino se chamava Daniel. Este jovem, recém-formado, vindo da capital, enquanto tomava seu café da manhã em uma modesta padaria, ouviu consternado a história dessa pequena heroína que muitas vezes, em sua tenra idade, não dormia com medo de não presenciar um novo dia.


Lis tinha um segredo que guardava em seu coração e não contava nem para sua mãezinha. Ela acreditava que um dia, um moço muito bonito, com trajes elegantes, a visitaria e com toda sua sabedoria, a tiraria daquele desencanto.
E, como que por encanto, Daniel surge no humilde vilarejo, ouve a conversa, se interessa pelo assunto, traçando um diagnóstico.

Médico, recém-formado, que passava por aquele lugar por um mero acaso do destino, era dono de um coração muito bondoso e pediu para ver a criança.
O moradores olham entre si, desconfiados e ele esclarece que é médico pediatra.
Como que por encanto, todos abrem um sorriso e um menino se dispõe a levá-lo até lá.

Ao chegar na humilde casa, é recebido pela mãe da pequena menina, com imensa alegria. Lis o recebe com um brilho intenso em seus olhos cor do mar. Aquele fio de luz que adentrava o quarto dava um brilho especial naquele rostinho.
A pequena pega em sua mão e pergunta: - Você veio me tirar desse desencanto? Eu poderei brincar com meus irmãozinhos?


Daniel responde com um sorriso, ficara sensibilizado com a pequena doentinha.
Após examiná-la, constatou que seu caso não era tão grave e de provável cura e recuperação.












Tornaram-se amigos, visitar a família tornara-se um presente para aquele recém-formado, que aprendia com eles as melhores lições de acolhimento e calor humano.


Era uma troca gratificante, o carinho daquela família era uma experiência ímpar e ver Lis se recuperando era sua melhor recompensa.
Assim é a vida que tece bordados de entrega, dedicação, retribuição, acolhimento, humildade e muito amor.





Lis? Está bem, brincando com seus irmãozinhos em sua casa. Tudo graças ao seu anjo Daniel e sua esperança que nunca morreu.

Daniel é uma pessoa cada vez mais realizada pois levou consigo o melhor dos aprendizados durante o período que esteve com a família de Lis.

Nizamar 23/08/2015



sábado, 22 de agosto de 2015

Aquela tarde de outono

Era uma doce tarde de outono. Uma brisa suave e morna tocava levemente seu pálido rosto.
Tinha um semblante belo, lembrando um quadro de um pintor apaixonado.
Mas, se olhasse bem próximo, era possível ler em seus negros olhos, um ar de tristeza.
Aquela mulher alta, esguia, com olhar confiante, segurando seu chapéu escondia uma estranha tristeza.
Quem era ela? Por que esses olhos tão expressivos escondiam essa tristeza?



E por ser assim bela e misteriosa, despertava os mais variados sentimentos por onde passava naquela pequena e pacata cidade.
Alguns diziam que era assim misteriosa porque provavelmente trazia consigo um passado condenável.
Para outros, era apenas uma mulher esquisita.
Entretanto, para ele, ela era o mundo. Era seu sol e sua lua.
Quando ela passava na rua, passos firmes, ele se recusava a ouvir os comentários. Sentia-se flutuando, seguindo essa mulher fascinante. Sentia de longe sua fragrância, sabendo por isso, quando ela estava se aproximando.
O que fazer com tanta timidez? Por que sentia tanta atração? Como aproximar-se dela? Era uma espécie de magnetismo.
Ele, um simples livreiro, sempre imerso nas leituras, viajando mundos imaginários... Saberia ela de sua existência?
E, naquela tarde de outono, eis que finalmente, ela entra na livraria. Imerso na leitura, sentiu sua fragrância, custando acreditar que ela adentrara o recinto.



Ela olhou para ele, deu-lhe um sorriso enigmático. Seus olhos finalmente se encontraram e ele pode ver um lampejo de alegria no fundo daqueles negros olhos. Ela, leu o amor naqueles olhos tímidos.

E aqui começa a história deles...

Nizamar 22/08/2015

domingo, 16 de agosto de 2015

Fruição

Gosto de gente que bebe a vida, como se bebe água direto da fonte. Frui com a vida, não economiza na risada, no choro, nos beijos, nos abraços, que sabe dizer sim e não, que sabe amar e ser amada, que sabe o que e quem quer, que é intensa e se atira em seus sonhos. A vida foi feita para ser sorvida e não para se tomar em conta-gotas... 


Nizamar - 17/07/2015

Saudade de seu abraço...

Acordei com uma vontade imensa de te abraçar. Abraçar aquele menino indefeso que eu acalantava em meus braços até adormecer. 





Aquele menino que pedia para fazer massagem em seus pés. Aquele menino dos cabelos espetados que adorava sorvete Galak e correr na praia, cheio de alegria e energia.



Vontade de mudar o enredo de nossa história, eternizar aqueles momentos felizes, onde a inocência e a pureza eram os elementos principais do roteiro.
Sei que aqui não era o seu lar, que você sempre desejou voltar para onde está agora. E por mais que tentássemos lhe proporcionar bons momentos aqui, você não conseguia sentir pertencimento.


Também, sei que está feliz e em paz, pois a constelação desejava muito você como estrela a brilhar.















Mas, embora esteja todos os dias em meus pensamentos e em minhas orações, há dias que parece que o peito vai explodir de tanta saudade. Desejo imenso de abraçar você, de ver em seus olhos a alegria de alguém que quer explorar o mundo. 
Brilho que se apagava cada vez que você se dava conta que não era seu mundo. Como doía em mim não poder fazer nada...



Descobrir o mundo é um processo dolorido mesmo meu filho, requer uma imensa dose de paciência, resignação, entrega e até mesmo, uma dor incômoda na alma. Porém, é preciso passar por isso. Sei que você está aprendendo, pois sua inteligência é inconteste.



















Te amo, e como não posso dar esse abraço que estou com muita vontade, sinta do meu para o seu plano, meu abraço pleno de carinho, amor, afeto e ternura.



Nizamar 16.08.2015


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Deixe o sol entrar em sua alma

Não se acostume com a dor. Pense que ela precisa passar. Seja ela física ou da alma... Dê um prazo para ela. Se não partir, a expulse.
A dor é como um hóspede indesejado que chega sem avisar e não diz a data da partida. Determine essa data, faça-a a ir embora. Não permita que ela se sinta bem. Deixe claro para ela que não é bem vinda e nem desejada.




















Não se acostume com a tristeza. Tudo que ela quer é tirar esse lindo sorriso de seu rosto. Não permita que ela apague o brilho de seus olhos, a beleza de viver.
Somos livres para decidirmos nossas vidas e que sentimentos devem trilhar conosco. Não devemos e não podemos colocar nossas expectativas nas mãos de ninguém.






A dor é minha, mas a vontade de viver também. A tristeza é minha, mas a alegria também.










Abra as janelas da alegria, vista-se de sol, deixe que ele penetre em sua alma. Respire o ar da renovação a cada amanhecer.


Seja você, seja feliz.

Nizamar 12/08/2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ah... O Amor!

Olhou para ela com muita seriedade e perguntou:
- Titia, como é sentir que está amando?
Com um olhar quase de espanto ela lhe respondeu:
- Está gostando de quem, meu amor?
Aqueles olhos que mais pareciam duas esmeraldas, ganharam um brilho especial e suas bochechas rosadas, ganharam a matiz do carmim. E com um jeito meio envergonhado, ele disse que preferia não comentar quem era, mas queria muito saber como é sentir o amor.
A tia querendo saber um pouco mais dos sentimentos daquele que estava descobrindo o amor tão precocemente, o questionou:
- Sente borboletas no estômago?

- Seu coração bate forte quando pensa nela?
- Fica sem saber o que falar quando ela está perto de você?









Cabeça baixa, ele faz menção com a cabeça que sim.
Então, a tia o abraça, cheia de carinho e compreensão e lhe diz:
- Isso é o amor!

Ele rodopiou em seus pés, saindo feliz com a resposta, dando antes, um beijo lambuzado na tia.
- Ah, o amor... Ela pensou...
Nizamar 11/08/2015