domingo, 12 de maio de 2013

Dia das mães


Embora eu não tenha  meu filho comigo para comemorarmos juntos o meu dia, tenho muito a agradecer.  Deus me deu o dom da maternidade e pude desfrutá-la por 27 anos. Senti e vivi as dores e delícias de ser mãe.
Lembranças da expectativa de estar ou não grávida, a resposta positiva, a felicidade, os enjoos, a barriga crescendo, o momento do nascimento. Aniversários, batizado, primeira comunhão, crisma, formaturas, a primeira palavra, os primeiros passos. Pude vivenciar tudo isso.

Hoje, posso compreender que tínhamos um plano a cumprir, aceitei a maternidade conhecedora de todos os problemas e todas as alegrias que enfrentaria. Ser mãe de menino é receber constantes elogios, é ser amada como uma rainha, é ganhar beijo na boca todos os dias, é brincar de carrinho, conhecer super-heróis, assistir filmes e desenhos de ação e aventura.


Ser mãe de um adolescente é não permitir que outra mulher o faça sofrer, por conhecer tão bem o universo feminino, é ter um companheiro que anda abraçado. Ser mãe de um jovem e adulto é querer tomar para si as dores do amadurecimento, mas saber que ele precisa passar por tudo isso sozinho. E como dói tudo isso, como é difícil dar asas de liberdade.
Tínhamos data para iniciar e data para encerrar nossa convivência neste plano, dizem que não deveria ser permitido uma mãe não ter mais seu filho ao seu lado. Mas, é... E por isso, devo continuar meus passos.
Por isso, não vejo motivos para me lamentar ou ficar imaginando como poderia ter sido diferente. Foi exatamente como deveria ser, e como aceitei ser.



Obrigada, meu filho, por me escolher por sua mãe nesta existência. Amo você com a mesma intensidade e incondicionalidade de quando aceitei ser sua mãe. (Nizamar Oliveira)


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