Embora eu não tenha meu filho comigo para comemorarmos juntos o
meu dia, tenho muito a agradecer. Deus
me deu o dom da maternidade e pude desfrutá-la por 27 anos. Senti e vivi
as dores e delícias de ser mãe.
Lembranças da expectativa de
estar ou não grávida, a resposta positiva, a felicidade, os enjoos, a barriga
crescendo, o momento do nascimento. Aniversários, batizado, primeira comunhão,
crisma, formaturas, a primeira palavra, os primeiros passos. Pude vivenciar
tudo isso.
Hoje, posso compreender que
tínhamos um plano a cumprir, aceitei a maternidade conhecedora de todos os
problemas e todas as alegrias que enfrentaria. Ser mãe de menino é receber
constantes elogios, é ser amada como uma rainha, é ganhar beijo na boca todos
os dias, é brincar de carrinho, conhecer super-heróis, assistir filmes e
desenhos de ação e aventura.
Ser mãe de um adolescente é não
permitir que outra mulher o faça sofrer, por conhecer tão bem o universo
feminino, é ter um companheiro que anda abraçado. Ser mãe de um jovem e adulto é querer tomar para si as dores do
amadurecimento, mas saber que ele precisa passar por tudo isso sozinho. E como
dói tudo isso, como é difícil dar asas de liberdade.
Tínhamos data para iniciar e data
para encerrar nossa convivência neste plano, dizem que não deveria ser permitido
uma mãe não ter mais seu filho ao seu lado. Mas, é... E por isso, devo
continuar meus passos.
Por isso, não vejo motivos para
me lamentar ou ficar imaginando como poderia ter sido diferente. Foi exatamente
como deveria ser, e como aceitei ser.
Obrigada, meu filho, por me
escolher por sua mãe nesta existência. Amo você com a mesma intensidade e
incondicionalidade de quando aceitei ser sua mãe. (Nizamar Oliveira)



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