Nesta sexta-feira, no Jardim Botânico de
Curitiba vi uma linda cena. Uma menininha tão pequena, dois ou três anos,
levando sua boneca no colo, a acalentando com um olhar que era um misto de
seriedade e amor. Não me contive, tentei travar uma conversa, e ela, muito séria,
nada falou e abraçava sua boneca com força, como que transmitindo proteção e
segurança.
Somos assim, já nascemos com o
dom da maternidade. Dê à menina uma boneca e ela instintivamente a tomará em
seus braços.
E há mães de todas as formas, mãe
de barriga, aquela que carregou no ventre por até nove meses, imaginando a cada
dia o rostinho de seu rebento. Há aquela, que seu ventre não gerou, mas que a
maternidade pulsa em seu coração, com intensidade. Tem mulher que nunca gerou
um filho, mas foi mãe de seus pais, seus irmãos, sobrinhos. Tem avó que é mãe
duas vezes, pois cria seus netos.
Segundo domingo de maio e muitas mães dariam tudo para poder abraçar sua mãe. Há ainda, aquelas mães que dariam
tudo e um pouco mais para ter seus filhos não apenas nesse dia, mas em suas
vidas. E que saem à janela e buscam nas estrelas, o sorriso de seus filhos. Ah
como dói...
Desejo a todas as mães que Deus
abençoe seus dias, com muita luz, paz, saúde, amor e força para atravessar essa
linda jornada da maternidade.
E quanto a mim, agradeço a Deus a
oportunidade de ser mãe, de ter minha mãe comigo e ao Tiago, por ter me
escolhido por sua mãe.
Ser mãe transcende qualquer definição,
sentimento e emoção.
Nizamar 10/05/2015

