terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Releitura de 2011 e um feliz 2012

Última semana do ano de 2011. Meu caderno está chegando às suas últimas páginas. Dia 31, ele será entregue nas mãos de Deus, e nada mais poderei fazer, não adianta tentar extrair uma página sequer, não me é permitido, tenho plena consciência de que, o que está feito, não tem retorno. Em uma rápida releitura vejo todas as perdas e ganhos deste ano, para assim, me empenhar ao máximo em ser uma pessoa melhor.
Um início de ano mergulhada nos livros do mestrado para finalizar minha dissertação. Férias de janeiro? Nem pensar. Se tal sacrifício valeu? Com toda certeza. Sorvi cada frase, cada palavra, foi um aprendizado imensurável.
Novos ares, nova Instituição de Ensino conquistando novos amigos. Mas, permanecendo nas antigas instituições, com meus velhos amigos.
Conquistei o tão desejado e suado título de mestre, revi amigos, fiz novos amigos, fortaleci laços de amizades. Precisei demais dos amigos e obtive como resposta, imensa disponibilidade de todos eles. Interpreto como um bom sinal, pois, devo ter sido uma amiga merecedora de todo carinho e mimo que recebi e continuo recebendo.
Perda, bem, esta, prefiro pensar que o céu ganhou uma nova estrela a brilhar. Uma estrela que encontrou enfim, a paz sonhada e desejada.
Logo, terei em mãos, meu novo caderno. Com páginas e mais páginas em branco. Mas, com a imensa certeza de que, meus amigos conquistados e reconquistados estarão lá, me acenando com um sorriso em seus lábios e braços para me envolver com todo carinho. Meus amigos também podem ter a mais plena certeza de que os acolherei com meu melhor abraço e mais sincero sorriso. Dividiremos alegrias, conquistas, decepções (estas tomara que sejam poucas, de preferência, que nem existam), sempre com a magia do encantamento da descoberta. Pois, não há nada melhor que descobrir algo novo em um velho amigo, uma música em comum, uma poesia, um lugar e até mesmo, amigos.
Não menciono os familiares? Claro que sim, pois todos de minha família que permanecem comigo, são meus melhores amigos, pois amo e admiro cada um deles. Portanto, são meus amigos-família.
Sou uma pessoa em constante construção, pois estou aqui para aprender, e para tanto, é preciso quebrar paradigmas, rever conceitos, permanentemente. E como é bom, aprender a lição, e depois poder transmitir às pessoas, adoro ser multiplicadora e todos nós somos assim.
E que venha 2012, com muito amor, carinho, harmonia, paz, saúde, reconciliações, conquistas, realizações pessoais, solidariedade, para que nosso caderno, ao entregarmos nas mãos de Deus ao findar mais um ano, seja motivo de alegria e que possamos ver nos olhos do Criador, orgulho e satisfação de ter cada um de nós como suas criaturas escolhidas e merecedoras de seu infinito amor. (Nizamar Oliveira)

Vencendo medos, enfrentando desafios e recarregando as energias.

Costumo dizer que não tenho medo do escuro, medo é pouco, tenho verdadeiro pavor. Lugares fechados? Socorro! Caminhar entre pedras escorregadias? Nem pensar...
De onde vêm tantos traumas? De águas profundas, e porque quase morri afogada ainda menina, já superei faz tempo, e o superei aprendendo a nadar.
Por motivos que não cabem comentar aqui, algumas vezes tive a oportunidade de visitar cavernas, mas não fui. Se eu superei o medo de águas profundas nadando, chegou a hora do enfrentamento com o escuro, lugar fechado e pedras escorregadias. Quanto às pedras escorregadias há uma lógica plenamente explicável, afinal, fraturei o cóccix há alguns anos atrás e tenho consciência dos cuidados que devo tomar para não sofrer maiores consequências.
Diante de um 2011 tenso eu necessitava profundamente de férias, mas não seria qualquer tipo de viagem. Eu pretendia uma aventura diferente e inusitada. O lugar? PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira). Onde ficar? Claro, não poderia ser diferente, Pousada “Capitão Caverna”. Calma... O Capitão Caverna, aquele que provocou risos e encantamento em nossa infância não veio me recepcionar gritando Capitão Caverna!!!!!!!!!!! É a pousada de um colega de trabalho que logo tornou-se um amigo, além de sua esposa, filhas, cunhada, pais, sobrinhos.

Lá, pude provar o doce sabor da hospitalidade, o dom da dádiva, em um constante dar, receber e retribuir sempre citados na hospitalidade.
Ao levantar e tomar um delicioso café da manhã fomos apresentadas ao guia que nos acompanharia durante o dia no PETAR. De extrema simplicidade e gentileza natas, nos apresentou o parque, e as Cavernas Santana e do Couto. Não visitamos a Ouro Grosso por opção nossa.
Foi uma experiência ímpar, indescritível. O percurso até o parque já fornece paisagens lindas, aquele interminável verde, de tirar o fôlego.
Como descrever a sensação de estar em uma caverna? É como adentrar um mundo novo. É semelhante a descrever o sabor de um alimento. Há poucos dias atrás, eu e minhas amigas nos aventuramos a almoçar em um bistrô no bairro de Quiririm, na cidade de Taubaté. Lá, decidimos experimentar medalhão de carne de avestruz. O garçom não sabia descrever o sabor, a qual carne se assemelhava e sua impressão foi diversa a de cada uma de nós. Assim é o sabor de uma viagem, de conhecer um lugar. Cada pessoa trás uma impressão, uma sensação...
Minhas impressão e sensação foram das melhores. Dias lindos, com chuva só no fim do dia, proporcionando aquele cheiro bom de terra molhada.
Cada caverna trazia segredos diferentes, olhar para o alto e imaginar que um dia, tudo estava coberto pela água, as formações que o tempo criou. Basta soltar a imaginação para ver um bolo de noiva, a crina de um cavalo, um presépio uma família, um profeta e os mais variados desenhos. E ainda, seres vivos como um grilo albino, aranhas e mosquitos que insistiam em habitar nossas lanternas e que, felizmente não picavam. Fantástico, tudo isso em uma única caverna, a Santana. A caverna do Couto também esconde segredos não menores. Lindas e estonteantes.
No dia seguinte, lá estava nosso guia, nos aguardando para novas aventuras. Desta vez, caminharíamos pela mata em várias subidas e descidas. Quando o calor insistia em nos abater, chegava uma parte da trilha dentro do rio. Que deleite, poder refrescar-se naquela água cristalina que podia-se ver a areia e as pedras no fundo. Vontade infinita de ficar por ali mesmo, nadando. Mas, me contentei em molhar o rosto e os cabelos e continuar o trajeto rumo à caverna da Água Suja. É uma caverna com um trajeto para visitação muito pequeno, apenas 800 metros. Mas, praticamente em sua totalidade, dentro da água. Ao final, uma maravilhosa e delicada cachoeira com pedras imensas e de cores lindas.
PETAR deixou em minha memória momentos maravilhosos, de extremo fascínio. Não conheci tudo e muito do que conheci, não narrarei aqui. Mas, valeram as horas de viagem, chuva na estrada, tudo isso, se torna insignificante diante do resultado.


Quanto à hospitalidade de meus anfitriões, só posso agradecer a Deus, por colocar em meu caminho pessoas tão especiais, que, nos momentos em que mais preciso, tenho sempre a ternura e o acolhimento.
Voltei nesta segunda-feira ao trabalho, com um novo desafio, renovada e com a sensação deliciosa de “ter vencido medos, enfrentado desafios e recarregado as energias”. (Nizamar Oliveira)