sexta-feira, 26 de julho de 2013

Uma mensagem à vovó Eleonora por Tiago Vieira

Vovó, há 29 anos, minha mãe chegou em casa e lhe entregou uma caixa de bombons, em meu nome.
Eu era tão pequenino, tinha apenas  4 meses. Deste ano em diante, nunca mais me esqueci desse dia. Minha mãe sempre comprava uma lembrancinha para que eu a entregasse. Depois, quando eu fiquei maior, eu mesmo as escolhia e sempre imaginava a sua expressão ao receber meu presente.





Por 27 anos, eu nunca esqueci desse dia, busquei estar sempre com você nessa data. Você foi mais que uma avó para mim. Sabe, agora, tenho a oportunidade de rever os acontecimentos de minha última passagem terrena e guardo esta lembrança: eu era muito pequeno, mas meu coraçãozinho vibrava, mesmo sem poder explicar o motivo, todas as sextas-feiras. Era um dia especial para mim. Você saía mais cedo de seu trabalho e eu podia ir para casa mais cedo também.
Como agradecer por ter cuidado de mim, com tanto carinho? Depois, quando estava maior, em outra escola, minha mãe podia trabalhar tranquila, pois sabia que eu estava sob seus cuidados. Sei que cheguei em um momento especial. Eu sabia que teria a missão de aquecer seu coração, por ter perdido tão bruscamente o homem que você tanto amou, e com o tempo, você e minha mãe me ensinaram a amar e admirar: o meu avô.
Hoje, vovó, entendo seus conselhos. Aqui, estou tendo a oportunidade de evoluir e compreender tudo o que fez por mim. Obrigado vó, por sempre acreditar em mim, por me amar tanto, por ter me defendido com unhas e dentes tantas vezes.
Vó, me desculpe se muitas vezes a decepcionei, se não fui o neto que desejava. Sabe, nem sempre conseguimos satisfazer os anseios dos entes queridos. Na realidade, nem nossos próprios anseios, imagine de outras pessoas.
Desculpe-me pelas lágrimas que causei, por minha ausência. Vou confessar-lhe algo que nunca tive coragem de dizer, mas à minha mãe, confidenciei várias vezes. Eu não conseguiria suportar vê-la envelhecendo vovó, seria uma dor profunda ver aquela mulher forte, que sempre me defendeu ser tomada pela idade. Toda vez que eu imaginava essa hipótese, eu chorava demais. Na verdade, acho que nunca estive preparado para o envelhecimento, nem o meu, nem das pessoas que sempre amei. É algo que sempre me causou pavor.
Querida vovó, quero lhe agradecer por rezar todos os dias por mim. Suas orações tornaram minha passagem mais branda e foi mais fácil compreender o que estava acontecendo. Graças às suas orações, pude encontrar meu avô, que hoje, posso comemorar com ele, este dia. Continue rezando por mim e quando olhar para o céu e avistar uma estrela brilhando, tenha certeza que sou essa luz em sua vida.
Minha amada avó, aqui, em minha nova morada, estamos em festa. Estou junto de meu avô, comemorando com ele e, com você em nossos corações, que sempre lhes pertencerão.  Sei o quanto é sensível e perceptiva, por isso, hoje, quando sentir uma brisa morna, um beijo suave em seu rosto e uma carícia em seus lindos cabelos, saiba que estou com você neste dia.
Fique bem minha estimada avó, hoje, você está com meus priminhos, que deixei por aí, e que sinto tanta falta deles. Saiba que sou seu admirador e que a amo desde o momento que soube que seria seu neto primogênito. Obrigado por existir em minha vida e por me manter aceso em seu coração, mesmo estando em dimensões distintas. A amo eternamente. Beijo seu rosto suave e enternecedor. Seu neto, Tiago Vieira (Nizamar Oliveira 26/07/2013)


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sonhos...




Esta noite eu sonhei com você. Era tão real, que matei um pouco da saudade que sinto.
Deitado do meu lado, como sempre gostava de fazer, eu beijava aquele rostinho inocente e macio do meu menino tão doce e indefeso.



Eu pegava seus pés e beijava, fazia cócegas. Você ria gostoso, tirava os pés de minhas mãos para conter as cócegas e, em seguida, me dava seus pezinhos para que eu continuasse a beijá-los.
Depois, adormeceu com um sorriso em seu rosto sereno. E eu o beijava e dizia palavras doces. Lembro-me claramente dizer amar você demais. Disse-lhe da sua importância em minha vida, o quanto havia mudado minha vida, meus planos, meus pensamentos, minhas atitudes.








Você era tão pequenino, minha adoração... Eu o admirava, encantada. Como pude gerar e trazer ao mundo um ser tão lindo, tão perfeito? Sim, eu sabia que você, naquele momento me pertencia por completo.
Meu amorzinho, esses nossos encontros acalantam meu ser, aquecem meu coração e tenho certeza que o mesmo acontece com você.
Amo você eterna e incondicionalmente, meu coração pulsa com o seu e por você.


Beijo esse rosto que hoje sei, está sereno e feliz.

Nizamar Oliveira - 12/07/2013.