sábado, 1 de dezembro de 2012
Dezembro, mês de renovações
Cecília Meireles a quem Deus deu o dom de externar nossos sentimentos, escreveu: "Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."
Ontem, ao entrar em minha sala de trabalho, deparei-me com esta cena: Folhas espalhadas por todo o pátio. Na quarta-feira, presenciei a mesma cena. Apenas com uma diferença; estava no pátio, e as folhas esvoaçavam com a grande ventania, prenúncio de uma tempestade.
Não resisti e, antes que tudo fosse cuidadosamente limpo, registrei esse momento e ainda, aquela que perdeu suas folhas.
Então, comparo-me com esta árvore. Em poucos dias, ela perdeu muitas folhas, cobriu o chão com sua beleza. As folhas que caíram... Ah, estas não retornam à árvore. Contudo, doar esse espetáculo aos nossos olhos, proporciona a esta planta, a oportunidade de gerar folhas novas e viçosas.
Meus olhos ficaram maravilhados, meu coração aquecido e foi assim que, me lembrei de um detalhe; eu raramente admiro aquela árvore que me acompanha há tantos anos.
Foi preciso que ela doasse essa beleza, para que eu reparasse nela e a admirasse. E lá estava ela, linda, frondosa, aparentemente indiferente a perda que lhe ocorrera. Ela sabe que dias novos virão e lhe darão novas folhas, e de novo cairão, e assim segue sua natureza.
Inicia-se um novo mês. Último do ano, com muitas celebrações, tempo de confraternização. Rever amigos, desejar um Novo Ano iluminado, melhor, pleno de conquistas. E, neste 1º de dezembro, faço uma comparação a este acontecimento. Quero me lembrar que todas as "folhas" de minha vida que foram levadas pelo vento, fez-se necessário para dar lugares a novas "folhas" com mais viço e beleza. Associar à frase de Cecília, e deixar-me cortar e voltar sempre inteira.
Um breve balanço destes onze meses, apontam que tive mais ganhos que perdas. E, como a árvore que em sua humildade nos fornece sombra e abrigo, eu saiba prosseguir na missão que Deus me reservou.
Reclamar, jamais. Agradecer, sempre!
E que venha dezembro recheado de maravilhas, amor, confraternizações. Não quero que dezembro me surpreenda, eu quero surpreendê-lo.(Nizamar Oliveira)
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