Minha mãe completa 81 anos. Vou contar um pouco dessa mulher que me orgulho de chamá-la de “minha mãe”.
Uma guerreira desde sua concepção. Quando minha avó estava em trabalho de parto, ao constatar que o bebê estava fora de posição, a parteira confidenciou ao meu avô: - “Não posso salvar mãe e bebê, se salvar um, sacrifico o outro”. Meu avô, enfático respondeu: - “Salve a mãe que tem outros filhos para criar”. Minha avó se salvou, quanto à minha mãe, bem, desta nem preciso dizer, salvou-se, já demonstrando a vontade de viver que tinha.
Minha avó criou os filhos do primeiro casamento de meu avô, que ficou viúvo muito jovem, com o mesmo zelo e carinho que criou os seus. No entanto, eles eram primos-irmãos, o que causou sérios problemas. Dos 14 filhos concebidos, apenas 3 sobreviveram. Mais uma prova de sua vontade de viver. Meu avô escolheu um nome forte que disse ser de uma personagem de ópera: Eleonora.
Esta filha de imigrantes italianos conheceu meu pai, seu grande amor, que a deixou muito cedo, porém com um legado maravilhoso: três filhos, sendo eu, a única filha e caçula.
E aqui está nossa guerreira, forte, lúcida, independente, até hoje. Colhe em seu jardim a 81ª flor.
Amo você minha mãe e tenho orgulho de ser sua filha.
Feliz aniversário e que Deus continue lhe abençoando com muita saúde, amor e paz. Beijos (no dia mundial do beijo). (Nizamar Oliveira)

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