Não entre em meus quartos escuros, sem que eu convide. Ninguém tem o direito de invadir o espaço de ninguém.
São minhas lembranças, meus medos, meus amores, meus dissabores.
Tire os sapatos, o senso crítico e os preconceitos, se for adentrar meu universo particular.
Aliás veja essa permissão como uma honra, pois não permito isso à maioria.
Não dê opiniões sem que eu as peça. Apenas observe, escute.
Todos nós possuímos quartos, becos e esquinas obscuros e intocáveis.
Por vezes, não são obscuros, são lagos, montanhas e mares plenos de luz. Mas, somente nossos. Por isso, devem ser respeitados. Tanto a escuridão quanto a luz.
Agora que você conhece meu universo particular, peço-lhe um favor. Me deixe circular por esses dois mundos. Eles são meus, só meus.
Entenda quando me isolo e viajo para esses mundos. Não se sinta excluído ou menos amado. Assim como gosto da sua presença e de todos que amo, eu gosto dessa ausência, de estar só com minha presença, absorta em meu infinito particular.
Eu volto, não costumo demorar. Mas, preciso me alimentar de minha essência, para não me perder.
Se me compreender, voltarei te amando ainda mais, porque me respeitou.
Nizamar 13/01/2016



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