Por
um motivo qualquer, me lembrei dele. Em um vão esforço, tentei desenhar seu
rosto em minha memória. Busquei no fundo de minhas lembranças: Era sisudo ou
brincalhão? Tímido ou expansivo? Calmo ou agitado? Procurei lembrar-me de
alguma frase de efeito sua. Inútil, não consegui...
E
então, me coloquei a pensar. Pensar que ele não sabe mais da cor dos meus
cabelos, que eu insisto em mudar constantemente.
Não
sabe que reencontrei minha amiga de infância. Também não sabe que nunca mais vi
aquela amiga que ele tanto implicava.
Tampouco
sabe que, finalmente doei aquela saia que ele dizia que ficava estranha em mim.
Ele
nem sabe que perdi algumas manias e adquiri outras. Não sabe o quanto tenho me
esforçado para ser uma pessoa melhor.
Não
sabe dos meus beijos, carícias e abraços que agora pertencem a um novo amor.
Ele
sequer imagina que, quando procuro lembrar dele, vem à minha lembrança o meu
novo amor. Um amor tão diferente do dele. Um amor calmo, sereno e ao mesmo
tempo intenso. Um amor pleno, recíproco. Ah, agora minha lembrança se avivou.
Faltou reciprocidade entre nós, caminhávamos em estradas opostas. É estranho,
mas é libertador, não lembrar de um grande amor.
Nizamar 25/01/2016

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