domingo, 8 de novembro de 2015

Doces memórias

Me peguei com a caixa de fotografias.
Entre fotos e recordações, lá estava você.


Bebezinho, primeiro aniversário, primeiros passos.
O filme foi criando cores, ganhando vida.
Olhava as fotos devagar, sem pressa alguma.
Lembrava daquela roupa, aquele cenário.


E, em momento algum senti tristeza.
E pensei, que bom ter estas fotos.
Elas eternizam seu rosto, seu sorriso que, conforme foi tornando-se adulto, ficou cada vez mais raro.










Ah, como somos iguais...
Ah, como somos diferentes...
Semelhanças físicas? Muitas!
Semelhanças na personalidade? Poucas!
















Obrigada, meu filho, por ter me escolhido por sua mãe.
Foram 27 anos com as mais variadas emoções, da imensa alegria à insuportável dor.
Você me fez compreender que quando me tornei mãe, passaram a bater dois corações em mim.
E não foi apenas quando estava em meu ventre, é para sempre.
Deixei um pedaço de meu coração com você e trago comigo um pedaço de seu coração.
E foram colando um ao outro tão bem, que ninguém diz que são corações "remendados".
Hoje, somos memórias, porque habitamos em planos diferentes.

Mas, seu coração pulsa em mim, com a mesma vivacidade que vibrava quando habitava meu ventre.
Hoje, as memórias são doces, brandas, suaves, mas não menos vivas.
Te amo desde e até a eternidade.
Te beijo.
Sua mãe desta romagem.
Nizamar 08/11/2015

2 comentários:

  1. Parabéns por essa mulher maravilhosa que você é. Força que nos inspira, lição de vida para ser aprendida.

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