Suas pernas nem sempre a obedeciam.
Agora, com a idade avançada, dependia da ajuda de uma bengala para equilibrar-se.
Seus alvos cabelos e sua pele com sulcos profundos acusavam a sua idade.
Mas, o que ninguém poderia imaginar era o que lhe ocorria sentada ao piano.
Reproduzindo as mais lindas melodias, a jovem sonhadora, que habitava dentro dela, colocava seu melhor vestido.
E assim, saía dançando pela sala, com seu imaginário par.
Alegre, solta, sem dores e sem limitações.
Ela compreendeu que o corpo envelhece, as pernas não obedecem e as dores prevalecem.
Mas, a alma permanece intacta, viva, cheia de vigor.
E seus dias ficaram mais amenos, tranquilos e suaves.
Nizamar 15/11/2015


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