Era uma doce tarde de
outono. Uma brisa suave e morna tocava levemente seu pálido rosto.
Tinha um semblante
belo, lembrando um quadro de um pintor apaixonado.
Mas, se olhasse bem
próximo, era possível ler em seus negros olhos, um ar de tristeza.
Aquela mulher alta,
esguia, com olhar confiante, segurando seu chapéu escondia uma estranha
tristeza.
Quem era ela? Por que
esses olhos tão expressivos escondiam essa tristeza?
E por ser assim bela e misteriosa, despertava os mais variados sentimentos por onde passava naquela pequena e pacata cidade.
Alguns diziam que era assim misteriosa porque provavelmente trazia consigo um passado condenável.
Para outros, era apenas uma mulher esquisita.
Entretanto, para ele, ela era o mundo. Era seu sol e sua lua.
Quando ela passava na rua, passos firmes, ele se recusava a ouvir os comentários. Sentia-se flutuando, seguindo essa mulher fascinante. Sentia de longe sua fragrância, sabendo por isso, quando ela estava se aproximando.
O que fazer com tanta timidez? Por que sentia tanta atração? Como aproximar-se dela? Era uma espécie de magnetismo.
Ele, um simples livreiro, sempre imerso nas leituras, viajando mundos imaginários... Saberia ela de sua existência?
E, naquela tarde de outono, eis que finalmente, ela entra na livraria. Imerso na leitura, sentiu sua fragrância, custando acreditar que ela adentrara o recinto.
Ela olhou para ele, deu-lhe um sorriso enigmático. Seus olhos finalmente se encontraram e ele pode ver um lampejo de alegria no fundo daqueles negros olhos. Ela, leu o amor naqueles olhos tímidos.
E aqui começa a história deles...
Nizamar 22/08/2015


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