domingo, 23 de agosto de 2015

A Pequena Lis

Um fio de luz adentrava o humilde cômodo. A pequena Lis, de sua cama, observava a claridade. Assim ela sentia que era a sua vida: Um fio!
Enquanto as crianças brincavam alegres e ruidosas, ela escutava tudo de seu pequeno quarto, impossibilitada de sair.

Mas, todo fio pode levar a um destino. E esse destino se chamava Daniel. Este jovem, recém-formado, vindo da capital, enquanto tomava seu café da manhã em uma modesta padaria, ouviu consternado a história dessa pequena heroína que muitas vezes, em sua tenra idade, não dormia com medo de não presenciar um novo dia.


Lis tinha um segredo que guardava em seu coração e não contava nem para sua mãezinha. Ela acreditava que um dia, um moço muito bonito, com trajes elegantes, a visitaria e com toda sua sabedoria, a tiraria daquele desencanto.
E, como que por encanto, Daniel surge no humilde vilarejo, ouve a conversa, se interessa pelo assunto, traçando um diagnóstico.

Médico, recém-formado, que passava por aquele lugar por um mero acaso do destino, era dono de um coração muito bondoso e pediu para ver a criança.
O moradores olham entre si, desconfiados e ele esclarece que é médico pediatra.
Como que por encanto, todos abrem um sorriso e um menino se dispõe a levá-lo até lá.

Ao chegar na humilde casa, é recebido pela mãe da pequena menina, com imensa alegria. Lis o recebe com um brilho intenso em seus olhos cor do mar. Aquele fio de luz que adentrava o quarto dava um brilho especial naquele rostinho.
A pequena pega em sua mão e pergunta: - Você veio me tirar desse desencanto? Eu poderei brincar com meus irmãozinhos?


Daniel responde com um sorriso, ficara sensibilizado com a pequena doentinha.
Após examiná-la, constatou que seu caso não era tão grave e de provável cura e recuperação.












Tornaram-se amigos, visitar a família tornara-se um presente para aquele recém-formado, que aprendia com eles as melhores lições de acolhimento e calor humano.


Era uma troca gratificante, o carinho daquela família era uma experiência ímpar e ver Lis se recuperando era sua melhor recompensa.
Assim é a vida que tece bordados de entrega, dedicação, retribuição, acolhimento, humildade e muito amor.





Lis? Está bem, brincando com seus irmãozinhos em sua casa. Tudo graças ao seu anjo Daniel e sua esperança que nunca morreu.

Daniel é uma pessoa cada vez mais realizada pois levou consigo o melhor dos aprendizados durante o período que esteve com a família de Lis.

Nizamar 23/08/2015



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