sexta-feira, 31 de julho de 2015

"IRONIA"

Um ser só
Perdido na multidão
Mãos atadas,
Pássaros presos,
Crianças violentadas,
Inocência violada,
Revolta guardada,
Olhar, olhar,
Só contemplar...
Morrer a cada passo,
Calar no regaço,
Coração sem compasso;
Caminho sem traço,
Olhar de cansaço,
Chorar, chorar,
Só lamentar...
O sol se esconde
A lua surge,
Crianças famintas
Transitam na rua
Sem ter abrigo,
Mão meiga da mãe,
Aconchego do pai;
Viver simplesmente,
Tão somente...
E eu? Mais uma a andar na rua,
De mãos atadas
A me calar...

Julho - Ni 

Um comentário:

  1. Folheando meu "mágico e inseparável caderno", me deparo com esse poema. Volto ao tempo, uma adolescente cheia de sonhos e rebeldia... Não é de hoje que gosto de escrever!!!

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