Às
vezes as palavras surgem tão fácil e me ponho a escrever. Sentimentos que estão
lá, quietinhos guardados em um cantinho do meu ser.
E
ontem, as palavras surgiram quando estava adormecendo. Como eram mesmo? Me
esforço em lembrar, sei que não chegarão a mim como ontem. E me pergunto por
que não durmo com lápis e papel ao meu lado... Eu teria, ao menos, iniciado o
que queria escrever.
Venha, não tenha medo.
Sou
exatamente como me vê.
Eu
não tenho segredos.
Petulante?
Sim, eu sei ser.
Venha
me desvendar.
Mas,
se apresse, não posso esperar.
Meu
coração tem sede de amor.
Meu
corpo tem fome do seu.
A
vida é efêmera, não aguarde.
Estou
aqui, não sei me esconder.
Venha
e saberá quem se esconde por trás deste rosto.
Você
se surpreenderá, espero que goste do meu gosto.
Quero
te saborear, não se espante se eu te mimar.
Sou
assim, independente, livre, mas não sei viver sem amar.
Venha...
venha... se apresse... não quero e não posso esperar...
Nizamar
12/07/2015



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