Livros e filmes são
mágicos. Nos identificamos com um personagem, torcemos por outro, ainda que ele
seja o vilão, desejamos que outro seja devidamente punido, rimos com algumas
cenas.
Ao menos, eu sou
assim, entro na estória, choro, rio, me emociono. Ontem, assistindo um dos
filmes mais comentados, "A Culpa é das Estrelas", a emoção estava
aflorada. Algumas pessoas choravam copiosamente a ponto de ouvir os soluços que
teimavam em não parar. Confesso, naquele momento, eu não estava chorando, não
que eu estivesse isenta de tal emoção, mas não foi o que mais tocou.
Cada pessoa se
identifica com um momento, uma circunstância. É óbvio que presenciar vidas
sendo ceifadas em plena adolescência não é algo agradável, é dolorido. Cada um
dos adolescentes enxergam a doença de uma forma, mas todos sabem que seus dias
estão por um fio e como a personagem Hazel se traduz, ela é uma granada, que
vai explodir a qualquer momento.
Para mim, dois
momentos foram marcantes e, claro, por minha vivência. Quando Hazel diz se
preocupar com a mãe quando ela não mais estiver entre eles, porque a mãe um dia
disse que se ela morresse, não mais seria mãe. O que a mãe responde, anos
depois do ocorrido que ela sempre será a sua mãe, independente da filha estar
entre eles ou não. O medo da reação da mãe ao perdê-la a deixa extremamente
preocupada.
O segundo momento
faz-se quando o pai de Hazel a abraça dizendo que foi bom ela ter amado o
Augustus pois, ao amá-lo, pode entender o quanto os pais a amam.
Claro, para alguns,
esses momentos podem ter passado desapercebidos, mas para mim, foram os que mais
me tocaram. Por tê-los vivido e por saber que nunca deixamos de ser mãe, todos
os dias peço a proteção Divina para minha estrela que brilha no céu.
"Você me deu uma
eternidade dentro dos nossos dias numerados, não sabe o quanto eu sou grata
pelo nosso pequeno infinito." (A Culpa é das Estrelas)

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