Eu olho para essa menina de um ano e fico imaginando: para onde olha, o que pensa?
Em um rito de passagem, a vejo em sua primeira eucaristia, tão inocente, tão criança, mas certa de que Deus a protege.
E a adolescente que o vento leva seus cabelos e seu vestido, o que mais esse vento levou?
Em uma nova consagração, ela se torna mulher e diz SIM, acreditando que seria para sempre.
E essa jovem mulher, que traz em seu ventre uma nova vida e seu rosto estampa uma imensa felicidade?
Nem de longe, ela poderia imaginar os obstáculos e as dores que teria à sua frente. Em seu coração, só cabia a alegria da maternidade. Um sonho antigo que se realizava.
E lá está ela, em um lugar que ama: junto ao mar. Com seu rebento no colo. Lembro muito bem dessa mulher que trabalhava o dia inteiro, cuidava de seu lar, de sua família, e não se entregava nunca pela exaustão. Trazia sempre um sorriso no rosto e um colo abrigo.
Jamais supôs que as pedras que estavam sob seus sapatos azuis, seriam insignificantes, perto das pedras que a vida lhe reservava.
Porém, ela tem a mania de desafiar a vida e seus percalços. Intensa, não se entrega fácil. Renasce como uma Fênix, abre um sorriso e segue adiante...
Nizamar Oliveira – 06/08/2022
Fonte: Acervo pessoal

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