Sem nada para fazer
Ela foi à praça tomar um sorvete
Sentou-se displicentemente diante de um prédio
E nunca havia imaginado
A diversidade de fatos que a aguardavam
Janelas abertas revelam vidas
E cortinas parcialmente transparentes, revelam sombras
Que aguçam a imaginação
O adolescente estudando
A adolescente escolhendo suas roupas
A idosa olhando uma foto
O casal se acariciando
A mãe cuidando de seu bebê
A moça que dança
O rapaz que canta
O pai que repreende o filho
As crianças que brincam ruidosamente
Foi então, que ela se deu conta
Do quanto a vida é vibrante
Ainda que entre quatro paredes
Feliz, retornou à sua casa
Colocou uma música
Serviu-se de uma taça de vinho
E foi ler um livro
Com um suave sorriso no rosto e
Uma deliciosa leveza em seu ser.
Nizamar Oliveira 11/02/2022
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