sexta-feira, 19 de março de 2021

O Sagrado Feminino

 

Eu era livre
Mas a ignorância e o medo me prenderam
Eu caminhava descalça
E a energia da terra
Alimentava o meu ser
Porém, aprisionaram meus pés em sapatos
E ficou difícil receber a energia da mãe terra
Eu conhecia os segredos da natureza
E curava os necessitados
Com as ervas da floresta
Entretanto, me colocaram no frio do asfalto
E eu esqueci dos meus poderes
E, por ter o conhecimento do Sagrado
Me chamaram de bruxa
E me queimaram viva na fogueira
O que eles não sabem, é que minha alma não se queimou
E a mulher selvagem que fui
Permanece em minha descendência
E elas, todas elas, possuem o Sagrado dentro de si
E a selvagem, um dia desperta
E ninguém poderá conter
Porque ela é Sagrada
É selvagem, é mulher.

Nizamar Oliveira – 19/03/2021


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