Eu vi corpos se atirarem no
gélido Sena
Seus corpos tremiam de medo e
angústia
Suas almas no auge do desespero
Em uma Paris de extrema pobreza
E extrema riqueza.
Eu vi corpos cansados
Se atirarem da Torre Eiffel
Há tantos desesperançados
Tantas almas doridas
Nos metrôs, nas torres, nos
viadutos, nas ferrovias
A se atirarem em busca de um
alívio.
Há tantos fortes querendo ser
fracos
Há tanta fraqueza na dor de uma
decisão tão forte
Há tantas vidas querendo uma vida
diferente
Há tantas vidas tão inteligentes
Que não conseguem viver nesse
mundo tão inconstante e pequeno.
Há dor, há tristeza, há agonia,
há solidão
Mas, há quem possa ao menos
tentar aliviar essa dor
E trazer um pouco de alegria.
Não vivo em mim esse mundo
Mas, sei como é esse mundo
Sei que embora queiramos ajudar
Nem sempre isso é possível
Nem sempre essa alma em dor
aceita.
Que Deus receba essas almas
Que nossa Mãezinha Maria os
ampare em seu colo acolhedor
Que Deus aqueça os corações de
quem os perdeu.
Nizamar Oliveira – 01/09/2019

Nenhum comentário:
Postar um comentário