Eu vi um
pai empurrando seu filho em um carrinho
A criança
olhava para trás
Em uma
vontade vã de interagir
Seu pai
empurrava automaticamente
Preso à
tela do celular
Vi a
gritante facilidade para unir as pessoas, as desunindo
Quando meu
filho queria passear com sua tonkinha
Ou com
seu Monza, eu precisava empurrar.
E haja
coluna...
Mas, era
tão bom, eu sentia seu cheirinho gostoso
O toque
de seus cabelos macios em meu rosto
E ríamos
juntos
Nada de
empurrador para preservar minha coluna
Nada de
celular para nos separar
Vem à
lembrança aquela sensação gostosa
Daqueles
momentos tão nossos
É triste,
muito triste, ver a tecnologia
Facilitando
o dia a dia
Mas,
afastando as pessoas
Nizamar
29/09/2018

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