sexta-feira, 16 de junho de 2017

Eu já...

Eu já quis ser dentista.
Eu já quis ser bailarina.
Eu já quis ser mãe.
Eu já sonhei morar em um castelo.
Eu já desejei morar à beira mar.
Eu já quis poder voar.
Eu já quis ter nascido em Paris.
Quando criança gostava de ensinar outras crianças,
E sonhava ser professora.
Eu queria ter voz bonita, para acompanhar os acordes de meu violão.
Eu sonhava tocar piano.


Eu não fui dentista, nem morei em um castelo.
Entretanto, eu fui mãe, se não a melhor, me empenhei em ser ao menos uma boa mãe.
E não fui bailarina, mas a música me fascina e gosto de dançar sem regras rígidas, solta, ao som da melodia.
Sou professora e para mim, não é apenas uma profissão, mas uma realização pessoal.
Não nasci em Paris e sim em um país que esbanja beleza e hospitalidade.
Não moro à beira mar, o que não me impede de estar por lá sempre que possível.
Segui caminhos diferentes de quase tudo que quis.
Contudo, posso garantir que não me arrependo de minhas escolhas.
Elas foram e são regadas de flores e espinhos, de caminhos lindos e escarpas.
Porém, as lições que trago comigo, não têm como mensurar.
Não troco minha vida por aquela que desejei ter.
Porque apesar de tudo, tenho amigos e familiares que são meus alicerces.
Muitos sabem o que se esconde por detrás de meu sorriso. Porém, ninguém conhece minha história por completo. Cada um conhece fragmentos dela. E assim, tecem minha linda colcha de retalhos e relatos.
As lágrimas que derramei no silêncio da madrugada ou em uma tarde qualquer, só eu conheço.
Meus medos, só eu conheço. Minha coragem, às vezes me surpreende.
Minha alma de Fênix já manifestou cansaço de tantos renascimentos, mas sempre que necessário, lá está ela pronta para mais um recomeço, me impulsionando e me motivando.
Ah, minha alma de Fênix, o quanto sou grata a você.


Nizamar 16/06/2017

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