Ele
já não lhe perguntava mais como tinha sido seu dia.
Ela
não preparava mais aquele jantar delicioso para ele.
Ele
passava o dia inteiro sem lhe mandar uma mensagem.
Ela
não fazia mais massagem nele.
Mas,
permaneciam juntos por mera comodidade.
Os
amigos não percebiam a falta de brilho nos olhos.
Porque
também estavam envolvidos no comodismo da rotina.
E
viveram infelizes por tanto tempo.
Que
nem se lembravam mais o que era ser feliz.
E
nem quando ocorreu essa mudança.
Quantas
histórias assim?
Quantas
pessoas se acomodam na zona de conforto?
Se
negam a enxergar a realidade, o óbvio.
Ninguém
acorda pela manhã e pensa: o nosso amor acabou!
Não
é como abrir um armário e perceber que não tem um mantimento.
E
pensar: preciso comprar arroz, pois acabou!
O
amor se desgasta nos descasos do outro.
Perde
o viço, a beleza porque não foi bem tratado.
Os
amores não se acabam quando viramos uma esquina.
Eles
morrem atropelados pela pressa.
O
amor vai se esgotando como os dias de um calendário.
Vamos
riscando os dias findos e sentimos uma espécie de alívio,
Quando
trocamos a folha, agora limpa, cheia de perspectivas.
E
muitas vezes, é nessa virada do mês que nos sentimos renovados.
Com
uma vontade imensa de escrever uma nova história.
Percebemos
que já não há mais amor.
Que
esgotamos todas possibilidades.
Não
há volta, não há como esse amor rejuvenescer.
E
você percebe que não usam mais a palavra "nós".
Não
somos mais "nós", apenas "eu" ou "você"!
O
desgaste tomou conta do relacionamento.
Não
há mais desejo algum em lutar em nome do amor.
Aquelas
palavras doces, o brilho no olhar, o sorriso fácil...
Não
existem mais.
O
amor não acaba de repente.
O
amor acaba porque permitimos.
Nizamar
30/06/2016

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