Andavam
desnudos pela casa.
Porque
assim sentiam-se, um pelo outro.
Transparentes,
sem segredos ou mistérios.
E
se amavam quando assim desejavam.
Em
uma entrega total, com um misto de desejo e amor.
E,
muita intensidade.
Nunca
havia pressa, naquele espaço que criaram para si.
Um
mundo de encantos e encontros.
Desde
a primeira conversa.
O
primeiro beijo.
A
primeira noite de amor.
Não
havia mais ele ou ela.
Quando
ela saía à rua, ele estava nela.
E
ele, a levava nas entranhas.
Não
se distinguia mais, a quem pertencia aquele sorriso.
Ou
quem emanava aquela fragrância.
Ela
andava na rua, como se envolvida nos braços dele.
Ele
conduzia os passos, como se o perfume dela pairasse no ar.
Despertavam
olhares curiosos, quando estavam juntos.
Era
tanta felicidade, que incomodavam os mais descrentes no amor.
O
que unia os dois, tão diferentes?
E
eles riam como duas crianças.
Porque
se sabiam muito iguais.
Passavam
indiferentes, como que flutuassem.
Porque
para eles, o mundo era apenas os dois, nada mais.
Um
amor maduro, que chegou tarde, mas para a eternidade.
E
sabiam que o tempo era desfavorável, por isso, precioso.
Devendo
ser muito bem desfrutado.
Um
segredo tão simples e muita felicidade e cumplicidade.
Nizamar
04/06/2016


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