sábado, 4 de junho de 2016

O Tal Casal

Andavam desnudos pela casa.
Porque assim sentiam-se, um pelo outro.
Transparentes, sem segredos ou mistérios.
E se amavam quando assim desejavam.
Em uma entrega total, com um misto de desejo e amor.
E, muita intensidade.

Nunca havia pressa, naquele espaço que criaram para si.
Um mundo de encantos e encontros.
Desde a primeira conversa.
O primeiro beijo.
A primeira noite de amor.
Não havia mais ele ou ela.
Quando ela saía à rua, ele estava nela.
E ele, a levava nas entranhas.
Não se distinguia mais, a quem pertencia aquele sorriso.
Ou quem emanava aquela fragrância.  
Ela andava na rua, como se envolvida nos braços dele.
Ele conduzia os passos, como se o perfume dela pairasse no ar.
Despertavam olhares curiosos, quando estavam juntos.
Era tanta felicidade, que incomodavam os mais descrentes no amor.
O que unia os dois, tão diferentes?
E eles riam como duas crianças.
Porque se sabiam muito iguais.
Passavam indiferentes, como que flutuassem.
Porque para eles, o mundo era apenas os dois, nada mais.
Um amor maduro, que chegou tarde, mas para a eternidade.
E sabiam que o tempo era desfavorável, por isso, precioso.
Devendo ser muito bem desfrutado.
Um segredo tão simples e muita felicidade e cumplicidade.

Nizamar 04/06/2016



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